O André Silva também pressionava como ninguém os defesas contrários, andava em correrias loucas para trás e para a frente que lhe tiravam muito discernimento da hora da finalização, também corria se fosse preciso atrás dos adversários até à sua área, a única diferença em relação ao Marega é que além disso marcou 21 golos na sua primeira época na equipa principal do FC Porto com 20 anos. No entanto, era considerado muito fraco e não podia ser titular do FC Porto. O Marega não precisa de marcar golos, pode falhar os que quiser na cara do GR, desde que pressione bem vai ser sempre considerado um jogador importantíssimo.
Mundo maravilhoso. Se calhar, hoje em dia, um Jackson Martinez seria um jogador fraco para ser titular do FC Porto porque não pressionava tanto e não corria atrás dos jogadores contrários até à sua grande área. O Falcao até podia marcar 40 golos por temporada, mas se não corresse ali feito maluquinho atrás dos defesas contrários ia comer banco. Então o Jardel, coitadinho, hoje em dia seria um flopzão daqueles enormes.
Primeiro eu não disse que o André Silva não servia para o Porto e que o Marega serve. Evidentemente que nenhum dos dois está ao nível de os avançados que estávamos habituados. No entanto nem o Marega é um inútil como muitos querem fazer crer, nem o André é um grande avançado.
Não escolheste o melhor exemplo, porque Jackson conseguia conjugar todas essas características, e não sendo o melhor avançado que tivemos, foi provavelmente o mais completo. Conjugando todas as vertentes do jogo e os atributos técnicos e físicos.
Pressão é uma coisa, correr como um tolinho atrás de um defesa é outra, coisa que era muito usual no André e Fábio Silva, o que é normal devido á idade. Mas no meu comentário deixei bem claro que quando Marega tem a bola nos pés, fica sempre a sensação que seríamos mais perigosos sem ele.
Não faz grande sentido trazer jogadores tipo Jardel á conversa. Se ele jogasse hoje sentiria muita mais dificuldade. Na sua altura quase nem era preciso pressão, os centrais no máximo davam dois toques na bola, dominar e aliviar. Hoje a maioria das equipas gosta de construir desde trás e cada vez há mais defesas centrais com qualidade técnica para isso. Depois antigamente os extremos tinham como objetivo ganhar a linha e cruzar (Drulovic, Zahovic, Capucho, etc.) enquanto que agora gostam de fletir para o meio e decidir (Corona, Luis Diaz, Nakajima)