FC Porto

Pelo menos 3,5 milhões de euros poderão ter desaparecido das contas de Pinto da Costa

O filho de Jorge Nuno Pinto da Costa, Alexandre, está a alegar em tribunal que diversos itens do museu pessoal do antigo presidente do FC Porto desapareceram. Atualmente, está a ser investigado um suposto desvio de dinheiro do património financeiro deixado por Pinto da Costa, num processo judicial que Alexandre iniciou, apontando a falta de bens em nome do pai, que rendiam pelo menos um milhão de euros por ano, de acordo com o Correio da Manhã.

Uma das contas em questão, que tinha um saldo de 800 mil euros no verão passado, desceu para cerca de 50 euros. Situações semelhantes foram detectadas em outras contas, incluindo no Banco Carregosa, que está a ser investigado no âmbito do processo “Prolongamento”.

O mesmo jornal reporta que 304 mil euros, resultantes da venda de ações do FC Porto, estão “desaparecidos”, com a única informação disponível a ser que foram transferidos por Agostinho Caetano para uma conta em nome de Pinto da Costa.

Cláudia Campo, a viúva do ex-presidente, recebeu a intimação para apresentar um inventário detalhado do património num prazo de 30 dias, que ainda está a decorrer.

O processo judicial aponta para um total em falta de cerca de 3,5 milhões de euros, embora se acredite que o valor real possa ser ainda mais elevado. Além do dinheiro, a queixa menciona também o desaparecimento de itens do museu pessoal de Pinto da Costa.

Os bens móveis também estão em falta. Quando faleceu, Pinto da Costa não possuía nenhum automóvel em seu nome, incluindo o que tinha sido adquirido ao FC Porto, que agora está registado em nome da viúva.