Autor Tópico: Época 2017 - W52-FCPorto-Mestre da Cor  (Lida 42651 vezes)

Lola

  • Visitante
Amanha no programa Universo Porto do Porto Canal, às 21 horas há uma entrevista ao Rui Vinhas.

Offline joaoalvercafcp

  • Tribuna Presidencial
  • *****
  • Mensagens: 18.894
  • Desde: Mar 2012

Offline joaoalvercafcp

  • Tribuna Presidencial
  • *****
  • Mensagens: 18.894
  • Desde: Mar 2012
http://www.fcporto.pt/pt/Pages/fc-porto.aspx

“NÃO QUERO QUE O MEU FILHO SEJA CICLISTA”

Podia ser um pontapé de bicicleta, mas não alterámos o nome da rubrica: Rui Vinhas à Dragões, ​no “Passe de Letra”

Por João Queiroz

É de letra, mas não é um passe. É num sprint que damos uma volta pela vida de Rui Vinhas, desde que em criança seguiu as pisadas do tio, António Carvalho, que correu com a camisola do FC Porto nos anos 60 do século XX, até ao “melhor ano” da sua vida, o ano em que foi rei na Volta a Portugal e em que foi pai de um príncipe. Em duas ou três pedaladas, o ciclista do W52-FC Porto-Porto Canal conta-nos histórias, fala-nos de sonhos e desvenda-nos segredos.

“Desde miúdo que quis ser ciclista, até porque nasci no meio das bicicletas. Tenho familiares que foram ciclistas: um tio meu, António Carvalho, que correu no FC Porto, e um primo que também foi profissional. Todos eles me transmitiram esse gosto pela bicicleta.”

“Como todas as crianças, um dos presentes que recebi primeiro foi uma bola e até gostava de jogar, mas apaixonei-me pelo ciclismo quando tinha oito ou nove anos e me sentei pela primeira vez numa bicicleta.”

“A primeira bicicleta que tive foi uma Cosmos: o quadro [o principal elemento de uma bicicleta, no qual se montam as rodas e as demais componentes] foi-me oferecido pelo Nuno Ribeiro [hoje diretor desportivo da W52-FC Porto-Porto Canal]; o resto foi o meu pai que me deu. Comecei a competir federado quando tinha 10 ou 11 anos.”

“Senti que iria vencer a Volta a Portugal quando faltavam cerca de 10 ou 15 quilómetros para o fim da última etapa, mais ou menos a partir de metade do contrarrelógio. Aí recebi a indicação de que só não ganharia se acontecesse algum azar, uma vez que só tinha perdido cinco segundos da vantagem. Mesmo assim só acreditei quando passei a linha de meta e me confirmaram que, de facto, era o vencedor.”

“O meu grande sonho era ganhar a Volta. No futuro, embora saiba que não é fácil, gostava de um dia participar no Giro de Itália ou no Tour de França. Gosto mais das grandes voltas, embora haja uma clássica ou outra que também goste de correr. Na próxima época gostava de correr as corridas mais curtas, o Grande Prémio Jornal de Notícias e voltas importantes como a de Castela e Leão ou a das Astúrias, que são corridas boas para as minhas características”.

“O meu ciclista de eleição? Joaquim Rodríguez, ciclista espanhol que corre na equipa da Katusha e com quem competi, aliás, na última Volta ao Algarve. Identifico-me muito com a forma como ele corre, com a garra que ele revela e com a postura humilde que ele tem no ciclismo.”

“Ouço todo o tipo de música. Gosto muito dos Coldplay, por exemplo. Na Volta a Portugal, quando íamos no carro, antes da partida, ouvíamos sempre música. O Gustavo Veloso punha-nos a ouvir a “La Bicicleta”, da Shakira, a “Duele el Corazón”, do Enrique Iglésias, e ainda a do Europeu 2016, “This One's For You”, do David Guetta, que tocava todos os dias no pódio. Sempre que ouço essa música vem-me sempre à memória a vitória na Volta.”

“Gostava muito de conhecer o Sudeste Asiático, de ir à Indonésia, que é um país que me fascina, e à Malásia. Gostava também de conhecer o Nepal.”

“Não sou capaz de resistir a um bom cabrito assado. É um prato muito bem preparado na região norte de Portugal, mas o que a minha avó cozinha é delicioso.”

“Quando soube que tinha ficado em primeiro, pensei logo no meu filho Pedro, que viria a nascer no dia 15 de setembro, e no orgulho que ele um dia irá ter do pai. Foi sempre nele, aliás, em quem pensei durante a prova. Este foi, sem dúvida, o melhor ano da minha vida, melhor do que este será muito difícil alcançar. Nessas alturas em que cortamos a meta também pensamos em todo o sofrimento e desgaste passado na preparação da Volta.”

“Confesso que não quero muito que o meu filho também seja ciclista, mas hei-de sempre respeitar a vontade dele e vou ajudá-lo no que puder. Se ele me perguntar a opinião, vou aconselhá-lo a seguir outro caminho, porque sofre-se muito no ciclismo, é uma profissão muito desgastante, que nos sujeita a muitos sacrifícios.”

“Quando estamos sentados em cima da bicicleta, a competir, pensamos muito na estratégia, nas indicações que nos dão. Se estamos numa fase decisiva da prova, vamos tão concentrados que nem há muito tempo para pensar noutras coisas. Quando são momentos de montanha, pensamos nas coisas boas da vida, conversamos com colegas e adversários. São conversas normais sobre a família, os treinos, mas também brincamos muito.”

Texto publicado na rubrica “Passe de Letra” da edição de outubro da Dragões, a revista oficial do FC Porto


Offline joaoalvercafcp

  • Tribuna Presidencial
  • *****
  • Mensagens: 18.894
  • Desde: Mar 2012
http://www.fcporto.pt/pt/Pages/fc-porto.aspx

TRÊS NOVOS DRAGÕES NO PLANTEL DE 2017

Amaro Antunes, Tiago Ferreira e o espanhol Jacobo Ucha são as novidades na equipa portista

A equipa de ciclismo do FC Porto, que terminou a temporada de 2016 a ser distinguida como a melhor equipa portuguesa do ano, já está a preparar a nova época, registando três entradas e apenas uma saída (Rafael Reis).

Entre entradas e saídas, Nuno Ribeiro, diretor desportivo do W52-FC Porto-Porto Canal, fez as contas e garante que a equipa vai estar tão ou mais forte do que em 2016, até porque os ciclistas que chegam permitem à equipa encarar novos desafios.

Amaro Antunes é talvez o nome mais conhecido dos três novos Dragões. Aos 25 anos, o ciclista algarvio chega aos portistas depois de ter terminado a última edição da Volta a Portugal no sexto posto, ao serviço da LA Antarte. Nuno Ribeiro prefere não comparar Antunes com Rafael Reis, pois são ciclistas muito diferentes, mas não tem dúvidas em classificar o novo Dragão como “uma das promessas do ciclismo português”.

A aposta no futuro parece ter sido um fator determinante nas escolhas do diretor desportivo azul e branco e “promessa” foi também a palavra utilizada por Nuno Ribeiro para classificar o português Tiago Ferreira e o espanhol Jacobo Ucha, que representava o Boavista.

Ao www.fcporto.pt e ao Porto Canal, Nuno Ribeiro falou também sobre a continuidade de Gustavo Veloso na equipa, depois de ter renovado o contrato que o liga aos Dragões por mais uma temporada, afirmando que “é uma sorte poder contar com um líder com a qualidade” do galego.

Offline Raba

  • Tribuna
  • ****
  • Mensagens: 3.262
  • Desde: Jun 2013
excelente...

Amaro Antunes é um super reforço...

Offline K92

  • Bancada central
  • ***
  • Mensagens: 2.068
  • Desde: Jun 2014
Muito contente com a entrada do Amaro, especialmente.

Tenho pena pela saída do Reis, um jovem que nos garantia algumas vitórias ao longo da época.

Boa sorte para ele, acredito que possa vingar na Caja Rural e noutro tipo de provas, assim como fico com a esperança de o ver regressar ao Nosso Clube quando nos encontrarmos noutras andanças.. :)

Offline Raba

  • Tribuna
  • ****
  • Mensagens: 3.262
  • Desde: Jun 2013
Com a saída do Reis, que ganhava muitos dos CR em Portugal, provavelmente continuaremos a ganhar através do Alarcón ou do Veloso...

Offline Pombal

  • Tribuna Presidencial
  • *****
  • Mensagens: 11.991
  • Desde: Abr 2010
  • Membro do Mês Setembro/16
Com a saída do Reis, que ganhava muitos dos CR em Portugal, provavelmente continuaremos a ganhar através do Alarcón ou do Veloso...

O Reis participava nas provas quase todas, pois não era aposta na Volta.

O Veloso não o poderá fazer.

Lola

  • Visitante
O trabalho de inverno do Joaquim Silva:

sinal

  • Visitante
Toda a equipa de futebol devia ter ido ajudar o Quim Silva, para verem o que é bom para a tosse.

Offline Pombal

  • Tribuna Presidencial
  • *****
  • Mensagens: 11.991
  • Desde: Abr 2010
  • Membro do Mês Setembro/16
Toda a equipa de futebol devia ter ido ajudar o Quim Silva, para verem o que é bom para a tosse.

Discordo.

Deviam era levar com os paralelos na tola.

Offline Paolitik

  • Tribuna
  • ****
  • Mensagens: 3.431
  • Desde: Nov 2014
uma equipa pro-conti pode particpar em grandes competições como giro, vuelta e/ou tour?

Offline Mr.Ribeiro 46

  • Bancada central
  • ***
  • Mensagens: 2.073
  • Desde: Jul 2016
uma equipa pro-conti pode particpar em grandes competições como giro, vuelta e/ou tour?

Pode, mediante receção de um "wildcard".

Offline Pedro R.

  • Tribuna Presidencial
  • *****
  • Mensagens: 5.039
  • Desde: Jul 2015
Digo mais. Se fossemos pro Conti quase de certeza que teríamos um wild card para a Vuelta

Offline Raba

  • Tribuna
  • ****
  • Mensagens: 3.262
  • Desde: Jun 2013
Bom, já se fala há algum tempo de nos tornarmos Pro-Continental, portanto vamos ter esperança que será para a época 2018.

Pelo menos ainda têm um ano para tentar reunir os apoios necessários...