André Villas-Boas - Presidente

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DiogoRafaf

Tribuna Presidencial
19 Abril 2018
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O mais fácil era fazer o de sempre.

Autocarro descapotável. Percurso controlado. Segurança máxima. Tudo previsível. Tudo “normal”. Bastava isso e os adeptos festejavam na mesma, porque o FC Porto voltou a ser campeão.

Mas André Villas-Boas e esta direção decidiram fazer diferente.

E para mim, esta festa acabou por dizer muito mais sobre o futuro do FC Porto do que apenas sobre a conquista de um título.

Colocar a equipa num barco no Douro, rodeada por dezenas de embarcações, milhares de pessoas nas margens e um cenário onde bastava um pequeno erro para o caos se instalar… era um risco enorme. Havia demasiadas coisas que podiam correr mal. Segurança, organização, acessos, logística… o rio à noite não perdoa improvisos.

E mesmo assim avançaram.

Não por vaidade.
Não pelo “oba-oba”.
Mas porque esta direção parece ter uma mentalidade de inconformismo permanente. De quem olha para tudo e pergunta: “como fazemos melhor?”, “como fazemos maior?”, “como criamos algo que marque as pessoas?”

E isso, no fundo, revela muito da forma como André Villas-Boas encara o FC Porto. A festa de sábado foi isso: Uma demonstração clara de coragem, visão e confiança.

Confiança na organização.
Confiança nas pessoas.
Confiança na dimensão do próprio clube.

E honestamente? Para mim aquilo parecia mais do que uma celebração de um campeonato. Parecia um grito de portistas que estavam FARTOS dos últimos anos de mesmice. Fartos de títulos conquistados sem bases sólidas, sem rumo, sem premissas que dessem esperança real no futuro.

Porque se pensarmos bem, ganhar é sempre passado, e passado nunca nos moveu. O que sempre nos moveu foi sentir crescimento. Ambição. Futuro. Sentir que existe gente obcecada em elevar o clube para outro nível. E foi exatamente isso que senti naquela noite.

Não vejo um clube perfeito.
Não vejo um clube que vai acertar sempre.
Não vejo um clube que vai ganhar 10 campeonatos seguidos ou ser campeão europeu todos os anos.

Nem preciso disso, porque não é sobre perfeição. É sobre ter foco em ser melhor, em crescer, em inovar, em tentar superar-se constantemente. Errar? Vamos sempre errar, mas há uma diferença enorme entre errar por acomodação ou interesse, e errar tentando construir algo maior.

E olhando para o ecossistema FC Porto hoje, sente-se novamente uma energia diferente.

As camisolas vão esgotar.
Os lugares anuais não vão chegar.
Novos sócios vão aparecer de todos os lados.

Porque quando uma cidade, uma região e um povo voltam a sentir orgulho, ligação e esperança no clube… cria-se uma força brutal. Uma força que poucos conseguem entender cá fora. Até quem apoia de fora, acaba engolido por este ecossistema muito próprio.


Ricardo Amorim
 

Braveheart

Bancada central
24 Outubro 2014
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O FC Porto foi mais longe e apresentou uma proposta para ser incluída na do rival, que incluía a irradiação para presidentes que chamem cobardes e mentirosos a outros presidentes. Uma alusão às declarações de Frederico Varandas a André Villas-Boas, após a primeira mão da meia-final da Taça de Portugal.

O Sporting rejeitou a sugestão do FC Porto e todas as propostas dos leões acabaram rejeitadas. Esta situação surgiu já depois de os azuis e brancos terem sugerido que a proposta dos leões para o VAR avaliar cantos tivesse efeitos retroativos.

P.S.
Mas que dia bem passado.:)
 
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