Eles contavam com outra coisa. Contavam que, passado um ano, o FC Porto ainda estivesse amorfo, perdido, uma continuação pálida da época passada. Contavam com um clube em reconstrução lenta, sem pulso, sem capacidade de resposta. Afinal, andava um papagaio a dizer que para o FC Porto ter um plantel competitivo seriam precisas 4 épocas.Já não há vergonha nenhuma.
E, acima de tudo, contavam com um presidente diferente. A ideia que muitos na comunicação social venderam, e quiseram acreditar, era a de que o AVB seria um presidente institucional, manso, previsível, alguém que entraria no jogo deles sem o dominar, tudo em nome de melhorar o futebol português. Um perfil “tranquilo”, que deixaria o clube ser empurrado para segundo plano pelos de sempre.
Passados 12 meses, a realidade é outra.
O que têm pela frente é, afinal, mais do mesmo FC Porto vencedor. Um clube que se reorganizou depois dos erros da época passada que serviram de aprendizagem, que responde, que não se deixa condicionar nem comer de cebolada por ninguém, nem pelo costume do Regime, nem pela narrativa do Esportiva.
E é aqui que entra o desespero. Porque quando a expectativa era de fragilidade e encontram resistência, quando esperavam um Porto dócil e encontram um Porto competitivo, a reação é sempre a mesma, ruído, crítica permanente, tentativa de desvalorização.
Espero que sejam, não 40, mais 1000 anos disto, aliás que sejam mais 1000 anos melhores do que isto!