Ao contrário dos últimos jogos, ontem não realizámos uma exibição perfeita, até concedemos mais espaço do que é habitual, sobretudo em alguns momentos de transição defensiva, mas ainda assim fizemos um bom jogo, ofensivamente foi bem mais apelativo. Criámos muitas oportunidades, várias delas claríssimas, acertamos três bolas nos ferros e, como já começa a ser tradição, acabámos por “golear” apenas por 1-0. Já parece sina. Ainda assim, se mantivermos este nível de produção ofensiva nos próximos jogos, ficarei satisfeito, mesmo tendo de admitir que defrontámos, coletivamente, a pior equipa do campeonato. Não falo da qualidade individual, porque o Rio Ave tem jogadores com qualidade evidente, falo sim do funcionamento como equipa, que é francamente pobre.
Nota muito negativa para a arbitragem, absolutamente horrenda. Amarelos claros por mostrar a jogadores do Rio Ave, um penálti gigante por assinalar, várias faltas ridículas marcadas contra nós e, invariavelmente, nunca a nosso favor. Um critério inexplicável e irritante.
No plano individual, destaque para Zaidu Sanusi. Não comprometeu defensivamente, progrediu com qualidade, fez passes verticais a rasgar e encontrou bem os colegas, ainda que o entendimento com Oskar estivesse longe de ser perfeito talvez por falta de conhecimento entre ambos. Já agora, enorme destaque também para o próprio Oskar: teve bons e maus momentos, precisa claramente de perceber melhor os tempos do jogo, mas criou desequilíbrios e oportunidades, e isso, tendo em conta o rendimento habitual dos nossos extremos, já é dizer muito.
Varela continua em crescendo. Errou alguns passes, é verdade, mas a subir o nível competitivo defensivamente e ofensivamente. Froholdt a voltar aos seus melhores momentos, com presença e critério. Gabri fez um grande jogo: inteligente com e sem bola, sempre bem posicionado, e só foi pena ter saído quando já se notava algum desgaste físico, porque para mim estava a ser o melhor em campo.
Por fim, uma nota para Gul. A primeira parte foi francamente má, um autêntico tronco inútil. Na segunda, apareceu mais solto, mais ligado ao jogo, e foi uma pena o golo anulado, teria sido importante para lhe dar confiança para os próximos desafios.
Segue-se agora o jogo com o Arouca. É fundamental ganhar. Março será um mês muito complicado, e resta-nos ver como a equipa vai sobreviver a esse período exigente.