FC Viktoria Plzen
1
FC Porto
1
Jan 22, 2026 at 05:45 PM

finz

Bancada lateral
19 Julho 2006
931
439
Toda aquela maravilhosa dinâmica ofensiva desapareceu após, os vermelhos em casa.

Desde ai, tem sido exactamente como descreves.

Muito curto..
Acho que desde que descobriram a marcação ao varela e ao frodholt e agora ainda mais evidente com mais marcações homem / homem. E é estranho pq supostamente os jogadores foram escolhidos para ganhar duelos. Mas a verdade neste ultimo jogo perdiamos tudo o que era duelos.
 

tocoolant

Bancada central
7 Abril 2016
1,735
1,793
Há um momento em que o problema deixa de ser o resultado.
E passa a ser o caminho.
O empate de hoje não me irrita pelo ponto perdido. Irrita-me porque foi igual - para pior - aos últimos jogos. Um Porto sem sal. Estático. Previsível. Sempre à espera da “estrelinha” Mesmo em superioridade numérica, sem coragem para ir buscar a vitória. E quando isto se repete, já não estamos a falar de um jogo. Estamos a falar de identidade.
Eu não gosto de apontar o dedo por impulso. Nunca gostei, por isso, raramente escrevo depois dos jogos. Mas chega a uma altura em que é impossível ignorar: este Porto é prisioneiro da sua própria ideia de jogo. E isso é responsabilidade direta do treinador.
Farioli pode ter uma boa matriz. Pode ter princípios modernos. Pode ter uma ideia estruturada. E, sinceramente, parece-me uma boa pessoa. Nada disso está em causa, e tudo é valido.
Mas há uma verdade simples no futebol, talvez a mais antiga de todas: Uma táctica, por muito boa que seja, com jogadores errados transforma-se numa má táctica.
E é exatamente isso que eu estou a ver.
Temos um avançado com características raras no futebol europeu. Potência, presença, capacidade de choque, jogo de costas. Um jogador que pede bola na área, que pede cruzamentos, que pede profundidade curta e direta.
E obrigamo-lo a vir ao meio-campo fazer de pivô móvel. A participar em ligações longas. A pedir-lhe leveza, rapidez de execução e discernimento em espaços congestionados, precisamente onde o seu perfil não é otimizado.
O resultado?
Um avançado desgastado, longe da zona onde é letal.
Uma equipa sem referência na área.
E com isso sócios emotivos a olhar para números frios, sem perceber o que está a ser queimado ali.
Ao mesmo tempo, temos alas com capacidade de ir à linha, de ganhar profundidade, de meter bolas tensas na área, para esse mesmo avançado poder fazer uso das suas capacidades naturais… mas parecem proibidos de o fazer. Tudo é interiorizado. Tudo é jogado para dentro. Tudo é previsível. E assim anulamos, ao mesmo tempo, quem cruza… e quem devia finalizar.
Isto não é culpa dos jogadores.
Isto é uma ideia que não casa com o material humano disponível.
E aqui entra a parte mais delicada, mas necessária. Se o treinador acredita tanto nesta ideia que se recusa a adaptá-la aos jogadores que tem, então precisa de ter coragem para tomar decisões duras.
Ou muda o papel do avançado. Ou muda o perfil.
Se entende que Samu não encaixa no que pretende, e todos vimos que não, então que o coloque no banco. E que aposte num avançado mais móvel, como Deniz, que entrou hoje e, mesmo sem olhar apenas para o golo, deu outra dinâmica à equipa.
E se não vê Deniz como solução inicial, existem ainda outras possibilidades dentro do plantel. William ou Pepê podem perfeitamente interpretar um 9 móvel, com Moura a aparecer como segundo avançado. São variações que exploram melhor as características disponíveis e este estilo de jogo de “beirada de prato”.
O que não pode acontecer é insistir numa fórmula que está a retirar confiança coletiva à equipa.
Pior ainda: mesmo quando estamos a perder, mesmo quando temos mais um jogador, as substituições são sempre posição por posição. Não há plano B. Não há variação estrutural. Não há risco. Não há surpresa. PUT@ QUE P@RIU é um futebol chato para C@R@LH@
No início da época, aceitava-se: equipa nova, treinador novo, rigidez para criar base.
Mas esta fase já passou. E continuar igual agora já não é construção, é teimosia!
E a teimosia, no futebol, cobra sempre juros, juros esses que, nesta fase de restruturação do clube, nós não temos como pagar.
Já tivemos a dose de estrelinhas que o futebol por vezes oferece. Um ressalto aqui. Um golo caído do céu ali. Mas a sorte não é plano estratégico.
Se formos inteligentes, ajustamos agora, enquanto ainda estamos a tempo.
Se insistirmos no mesmo, a realidade vai bater à porta. E depois não adianta procurar culpados externos.
Porque identidade portista não é só raça. É também saber ler o momento. Adaptar. Ajustar. Crescer.
E hoje, mais do que nunca, é isso que está em falta.
BOF_Abraços
Ricardo Amorim
Há um ponto ou outro que eu não discordo mas caramba... há muita coisa do que foi aqui escrito em que vejo as coisas literalmente ao contrário.

Eu também não gosto de algumas coisa do nosso processo ofensivo mas não vejo que o Samu seja o epicentro desse problema. Nem considero que o facto do Samu uma vez por outra descer para jogar de costas e fazer uma tabela seja instantaneamente sinónimo de que nunca está dentro de área para finalizar. Sim, jogadores como o Mora beneficiariam dum sistema que inclui um segundo avançado mas caramba... a jogar em 433 temos 17 vitórias em 18. Por muito "não resultadista" que eu possa ser eu não estaria disposto a mudar o que está a funcionar para potenciar um e um só jogador e não, os nossos extremos não são o clássico Drulovic de ir à linha e centrar para a tola do Jardel. O Pepê é um médio interior adaptado a extremo e o Borja por mais vertical que seja joga com o pé direito do lado esquerdo.

E por fim, se há alguma coisa que transforma o nosso processo ofensivo em "chato" é a dificuldade em interiorizar que se notava na clara dificuldade de Bednarek e Varela em articular algum tipo de progressão pelo meio e não "interiorizarmos" demais. A haver alguma mudança seria o Gabri ou o Frodo apoiarem mais no meio o Varela do que ver o Frodo a receber a bola na linha e não saber o que lhe fazer em alguns momentos de jogo. E num tom muito pessoal. Se há coisa horrível dum ponto de vista estético é lateralizar para fazer um tipo de jogo baseado no "chuveirinho". E deus nos livre de termos outro treinador que gostava de reforçar as alas e jogar com Martim e João Mário como o Anselmi gostava.
 

vanbasten

Bancada central
10 Janeiro 2018
1,373
1,104
BRAGA
O meu deu isto:

"1. Estilo
O texto tem um estilo altamente opinativo, agressivo e emocional, marcado por:

Tom indignado e sarcástico, com insultos, ironia e exageros deliberados.

Linguagem coloquial e oral, próxima de um desabafo de bancada ou de rede social.

Uso frequente de maiúsculas, repetições (“CINCO!! CINCO!!”), exclamações e interjeições para reforçar indignação.

Metáforas e imagens fortes (“piranhas”, “chuveirinho”, “coelho da cartola”, “vexame mundial”).

Estrutura caótica e pouco linear, refletindo mais a revolta do autor do que uma argumentação académica.

É um texto escrito para provocar, atacar e marcar posição, não para ser equilibrado ou conciliador.

2. Conteúdo
O conteúdo centra-se numa crítica dura ao treinador Farioli, usando como exemplo um jogo recente (contra o Plzen), e desenvolve-se em vários eixos:

Crítica tática:

Acusa o treinador de incoerência entre discurso e decisões em campo.

Considera absurda a utilização de Mora no meio-campo num jogo físico.

Aponta erros nas substituições e na gestão da superioridade numérica.

Critica a insistência em jogar pelo meio quando o jogo pedia largura.

Ridiculariza a solução final do “chuveirinho”, apresentada como básica e amadora.

Crítica à leitura do jogo:

Incapacidade de adaptar a equipa a diferentes blocos defensivos.

Falta de criatividade e de soluções ofensivas.

Passividade tática mesmo em vantagem numérica.

Crítica à liderança e competência global:

Farioli é visto como limitado, previsível e incapaz de “tirar um coelho da cartola”.

A única qualidade reconhecida é a educação e o bom comportamento institucional — tratados com ironia.

Crítica à direção (AVB):

Acusa a administração de errar sistematicamente na escolha de treinadores.

Defende que qualquer treinador português da I Liga seria superior.

Comparações negativas:

Referências depreciativas a Lopetegui.

Comparação implícita com Amorim, que teria sucesso com soluções simples mas eficazes.

3. Objetivos
Os objetivos principais do texto são:

Desacreditar Farioli como treinador, tanto do ponto de vista tático como estratégico.

Reivindicar razão retroativa, mostrando que o autor já criticava o treinador antes e foi inicialmente atacado por isso.

Provocar os defensores do treinador, ridicularizando-os como cegos ou tardios (“já começam a abrir os olhos”).

Pressionar a direção do clube, responsabilizando-a pela situação desportiva.

Expressar frustração e revolta, funcionando como um desabafo público mais do que como uma análise fria.

👉 Em suma: é um texto de combate, emocional e mordaz, que usa um jogo concreto como pretexto para um ataque global à competência do treinador e às decisões da direção, com o objetivo de marcar posição, provocar reação e validar uma crítica antiga."
Fico-me pela vossa "sabedoria"!. Um gajo que diz que vai ser um jogo sujo e joga com o Mora a médio está tudo dito!
Não sou fã de "carneirada"!