Gabriel Veron (Nacional da Madeira)

Gabriel Veron 7

Gabriel Veron

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Estatísticas da Época - 2025/26


Dados completos de 2025/26

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Jogos
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Tribuna
30 Junho 2020
2,855
5,742
Conquistas
4
Portugal
Não tenho qualquer expetativa em relação ao Veron. Com a franqueza tranquila de quem já viu alguns balneários e carreiras nascerem e morrerem, não tenho, neste momento, qualquer expectativa em relação ao Gabriel Veron. E digo isto sem azedume, sem ressentimento e sem vontade de estar certo à força. Digo-o porque o futebol ensina-nos, com o tempo, a separar potencial de realidade.

E atenção, fui dos que mais elogiou esta contratação quando ela aconteceu. O Veron era, naquele momento, um miúdo cheio de talento, estilo, capacidade de desequilíbrio e com um perfil que podia perfeitamente render na Europa. Era um jogador apreciado por um treinador exigente como o Abel, um jogador que, sem o ruído extra-campo, custaria facilmente o dobro do valor que o FC Porto pagou. O risco estava identificado, mas havia a convicção de que um clube estruturado, exigente e com cultura competitiva poderia ajudar a enquadrar o jogador e fazê-lo crescer.

O problema é que isso nunca chegou a acontecer verdadeiramente. O Veron nunca conseguiu libertar-se por completo dos excessos. Houve atitudes irrefletidas, desconexão progressiva do trabalho diário e, como acontece sempre nestes casos, a quebra não foi apenas mental, os índices físicos ressentiram-se, a consistência desapareceu e a evolução estagnou. No futebol de alto rendimento, ninguém espera por ninguém eternamente.

O empréstimo ao Cruzeiro foi já um sinal de tentativa de salvamento. Mesmo aí, quando se esperava uma reação, surgiram justificações pouco credíveis, o jogador chegou ao ponto de tentar explicar a fraca condição física com uma suposta disformidade muscular atribuída ao departamento médico do Porto. Quem conhece minimamente a forma como o clube trabalha percebeu de imediato que o problema não estava fora, estava dentro do jogador. E mesmo tendo tido alguma sequência, o padrão repetiu-se, instabilidade, extra-campo, uma oportunidade perdida.

O período seguinte no Santos acabou por ser quase o pior cenário possível. Um clube em ruína institucional, sem estrutura, sem estabilidade, a viver de decisões avulsas e urgências constantes. Para um jogador já fragilizado emocionalmente, foi gasolina para o incêndio. O Veron afundou-se ainda mais, ao ponto de deixar quase de ser visto como futebolista. Houve conflitos, episódios graves, situações que nem todas vieram a público, e o próprio agente chegou a dizer algo que diz tudo: “o Veron estar vivo é um milagre”. Quando se chega a este ponto, o futebol passa a ser secundário.

O empréstimo ao Juventude surgiu já não como uma aposta desportiva, mas como uma tentativa de reabilitação humana e profissional. E aí, justiça seja feita, houve trabalho sério. Trabalho físico, trabalho pessoal, acompanhamento. O próprio agente pediu ajuda a pessoas (até o João Paulo Sampaio, coordenador de base do Palmeiras interveio junto do jogador) que conheciam bem o jogador desde cedo, para lhe falarem, para o tentarem recentrar, para lhe explicarem que antes de pensar em carreira, dinheiro ou projeção, precisava de equilíbrio. Precisava de perceber que ainda estava ali, que ainda tinha uma oportunidade.

Não foi uma época brilhante, nem tinha de o ser. Mas, pelo menos, o extra-campo deixou de ser o tema central. O Veron conseguiu concentrar-se em jogar futebol, conseguiu cortar com alguns comportamentos, conseguiu, sobretudo, estabilizar-se. E isso, depois do que passou, já não é pouco.

Quando o agente publicamente pede numa intervista realizada num canal de YouTube, ao FC Porto que não desista do jogador, fá-lo com um argumento simples e humano, o Veron tem talento, tem capacidade, mas depois de tudo o que viveu, a prioridade é a felicidade de ainda estar vivo. Só depois vem o resto.

É neste contexto que surge agora o empréstimo ao Nacional. Um contexto novo, longe do ruído, com um treinador que trabalha com seriedade e que não vai tratar o jogador como estrela, mas também não o vai esmagar. Parece-me uma última oportunidade bem pensada, acompanhada de perto, sem ilusões, sem promessas fáceis.

Se vai resultar? Não sei. E é precisamente por isso que digo que não tenho expectativas. O futebol ensinou-me que há jogadores que não falham por falta de talento, mas por não conseguirem ser atletas de alta competição. Mas também ensinou que, de vez em quando, alguém encontra equilíbrio tarde.

O FC Porto está a fazer o que deve, não desistir cegamente, mas também não acreditar cegamente. Está a dar uma oportunidade num contexto controlado, com proximidade, com acompanhamento, para ver se, depois de tudo, o Veron consegue finalmente ser aquilo que o seu talento prometeu.

Se conseguir, ótimo. Será mérito dele.
Se não conseguir, a resposta já a conhecemos.
 

mesenga

Tribuna Presidencial
26 Março 2012
6,537
7,295
Não tenho qualquer expetativa em relação ao Veron. Com a franqueza tranquila de quem já viu alguns balneários e carreiras nascerem e morrerem, não tenho, neste momento, qualquer expectativa em relação ao Gabriel Veron. E digo isto sem azedume, sem ressentimento e sem vontade de estar certo à força. Digo-o porque o futebol ensina-nos, com o tempo, a separar potencial de realidade.

E atenção, fui dos que mais elogiou esta contratação quando ela aconteceu. O Veron era, naquele momento, um miúdo cheio de talento, estilo, capacidade de desequilíbrio e com um perfil que podia perfeitamente render na Europa. Era um jogador apreciado por um treinador exigente como o Abel, um jogador que, sem o ruído extra-campo, custaria facilmente o dobro do valor que o FC Porto pagou. O risco estava identificado, mas havia a convicção de que um clube estruturado, exigente e com cultura competitiva poderia ajudar a enquadrar o jogador e fazê-lo crescer.

O problema é que isso nunca chegou a acontecer verdadeiramente. O Veron nunca conseguiu libertar-se por completo dos excessos. Houve atitudes irrefletidas, desconexão progressiva do trabalho diário e, como acontece sempre nestes casos, a quebra não foi apenas mental, os índices físicos ressentiram-se, a consistência desapareceu e a evolução estagnou. No futebol de alto rendimento, ninguém espera por ninguém eternamente.

O empréstimo ao Cruzeiro foi já um sinal de tentativa de salvamento. Mesmo aí, quando se esperava uma reação, surgiram justificações pouco credíveis, o jogador chegou ao ponto de tentar explicar a fraca condição física com uma suposta disformidade muscular atribuída ao departamento médico do Porto. Quem conhece minimamente a forma como o clube trabalha percebeu de imediato que o problema não estava fora, estava dentro do jogador. E mesmo tendo tido alguma sequência, o padrão repetiu-se, instabilidade, extra-campo, uma oportunidade perdida.

O período seguinte no Santos acabou por ser quase o pior cenário possível. Um clube em ruína institucional, sem estrutura, sem estabilidade, a viver de decisões avulsas e urgências constantes. Para um jogador já fragilizado emocionalmente, foi gasolina para o incêndio. O Veron afundou-se ainda mais, ao ponto de deixar quase de ser visto como futebolista. Houve conflitos, episódios graves, situações que nem todas vieram a público, e o próprio agente chegou a dizer algo que diz tudo: “o Veron estar vivo é um milagre”. Quando se chega a este ponto, o futebol passa a ser secundário.

O empréstimo ao Juventude surgiu já não como uma aposta desportiva, mas como uma tentativa de reabilitação humana e profissional. E aí, justiça seja feita, houve trabalho sério. Trabalho físico, trabalho pessoal, acompanhamento. O próprio agente pediu ajuda a pessoas (até o João Paulo Sampaio, coordenador de base do Palmeiras interveio junto do jogador) que conheciam bem o jogador desde cedo, para lhe falarem, para o tentarem recentrar, para lhe explicarem que antes de pensar em carreira, dinheiro ou projeção, precisava de equilíbrio. Precisava de perceber que ainda estava ali, que ainda tinha uma oportunidade.

Não foi uma época brilhante, nem tinha de o ser. Mas, pelo menos, o extra-campo deixou de ser o tema central. O Veron conseguiu concentrar-se em jogar futebol, conseguiu cortar com alguns comportamentos, conseguiu, sobretudo, estabilizar-se. E isso, depois do que passou, já não é pouco.

Quando o agente publicamente pede numa intervista realizada num canal de YouTube, ao FC Porto que não desista do jogador, fá-lo com um argumento simples e humano, o Veron tem talento, tem capacidade, mas depois de tudo o que viveu, a prioridade é a felicidade de ainda estar vivo. Só depois vem o resto.

É neste contexto que surge agora o empréstimo ao Nacional. Um contexto novo, longe do ruído, com um treinador que trabalha com seriedade e que não vai tratar o jogador como estrela, mas também não o vai esmagar. Parece-me uma última oportunidade bem pensada, acompanhada de perto, sem ilusões, sem promessas fáceis.

Se vai resultar? Não sei. E é precisamente por isso que digo que não tenho expectativas. O futebol ensinou-me que há jogadores que não falham por falta de talento, mas por não conseguirem ser atletas de alta competição. Mas também ensinou que, de vez em quando, alguém encontra equilíbrio tarde.

O FC Porto está a fazer o que deve, não desistir cegamente, mas também não acreditar cegamente. Está a dar uma oportunidade num contexto controlado, com proximidade, com acompanhamento, para ver se, depois de tudo, o Veron consegue finalmente ser aquilo que o seu talento prometeu.

Se conseguir, ótimo. Será mérito dele.
Se não conseguir, a resposta já a conhecemos.
Milagre estar vivo?!? Mas quê, esteve em coma 15 dias e eu nada soube?!?
 

mesenga

Tribuna Presidencial
26 Março 2012
6,537
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bad_person

Tribuna
30 Junho 2020
2,855
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4
Portugal
É manifestamente um exagero. Até parece que venceu uma luta contra o cancro ou parecido.

Olhe, que ponha os olhos no Paim, até pela prisão já passou e não deve ficar atrás dele em consumo de álcool e drogas,e hoje anda pelos big brothers da vida, vai às kengas e ainda lhe pagam por cima. A vida tem altos e baixos...
Não é muito exagerado.
Existem relatos do que se passou com o Veron a nível pessoal e são pesados.
 

Cherife

Fã de Geracionalo Borges, o pianista pedalante
8 Março 2012
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Porto
Gabriel "fuma na prata" Verón. Ainda me recordo como foi apresentado com pompa e circunstância num palanquezinho em pleno estádio. Já era PdC em total desespero a fazer pontaria com o gelado à testa dos sócios após a venda de Francisco Conceição ao Ajax por 5M€.
Se se conseguir reabilitar para a sociedade e ganhar hábitos de vida normais já é uma grande vitória.
 

Dagerman

Tribuna Presidencial
1 Abril 2015
6,989
8,712
Teria sido melhor opção mandá-lo para uma terreola como Tondela, onde as tascas fecham às 20h e a vida nocturna deve ser tão intensa como em Reikjavik.
Ou então para o Santa Clara. Ou se queriam mandá-lo para o arquipélago da Madeira, então era preferível o Portosantense. O Funchal tem demasiadas opções para um borguista alcoólico.
 

FCP_Blue_Dragon

Lugar Anual
30 Abril 2024
1,407
2,719
Pelas práticas recorrentes de outro clube, este empréstimo significaria uma vitória na Madeira daqui a um mês.
Para nós, às tantas, o Veron lixa-nos nesse jogo.
Na Madeira fica geograficamente e climaticamente entre o Brasil e Portugal, ele agora que escolha para que lado quer ir após este empréstimo.
Ir para o nacional é um destino surpreendente, mas que acho que até pode ser uma opção muito interessante…