Só não percebo o whataboutism.
Não é possível condenar o regime iraniano e desejar uma mudança, defendendo plenamente os direitos das mulheres, e, ao mesmo tempo, considerar esta investida do Trump e de Israel uma guerra completamente estapafúrdia e injustificada?
Pois o objetivo deles, para além do petróleo e de terem novamente o Irão nas suas mãos, é fazerem esquecer os problemas internos e, mais concretamente, nos casos do Netanyahu e do Trump, adiar o máximo possível os julgamentos pelos crimes que cometeu e fazer esquecer o povo da sua própria pedofilia constante nos ficheiros Epstein, respectivamente.
Esta guerra representa a morte do direito internacional. O ataque à escola é um crime de guerra. Conseguem ser ataques menos fundamentados que os da Guerra do Iraque.
E aqueles que tentam alegar que os EUA e Israel pretendem uma democracia ou a defesa dos direitos das mulheres, das duas uma: ou são ignorantes ou são cínicos.
Alguém ouviu o pedófilo laranja ou o genocida a falarem de estabelecer uma democracia? De defender os direitos das mulheres? Aliás, o pedófilo deixou bem claro que não quer democracia nenhuma, só quer um líder que trate bem os EUA.
Desejo a morte do regime iraniano, mas não sou burro, sei bem o que está em causa.