A entrevista foi horrível e nem na faculdade se faziam peças tão amadoras, a todos os níveis.
Cheia de cortes mal feitos, péssimas perguntas, péssimos entrevistadores, péssimo aproveitamento das respostas... e depois queixam-se que alguns prefiram ir dar entrevistas a influencers. Horrível.
Houve até temas que o Sérgio Conceição quis desenvolver e não deixaram. "Está a perguntar-me isso por não ter dado os parabéns ao FC Porto?" Rui Loura: "Não". Epá, que vergonha alheia.
Levaram um guião e até interrompiam o entrevistado para fazer perguntas de temas sem ligação com as respostas. "Uma entrevista é uma conversa", é o princípio mais básico de um trabalho destes, sobretudo com um tipo cheio de "sumo" como Sérgio Conceição. Era um miúdo quando tive o enorme prazer de entevistar o Pinto da Costa e nem uma pergunta levei.
Enfim. A montanha pariu um rato. E o Sérgio perdeu a oportunidade, por culpa da escolha dos entrevistadores e respetivo canal, de tentar fazer as pazes com os adeptos do FC Porto (fiquei com a ideia, no fim de contas, de que seria esse o seu objetivo).