Bom exemplo!
Em primeiro lugar, destaco que de todas as saídas que conseguimos, criamos UM lance de perigo!
Igualando os lances em que se escorrega ou em que se monta uma fase de ataque mais posicional, na medida em que conseguimos o que se pretende, eu centrava a minha análise nos outros: perdendo a bola ou criando perigo! Nesses lances, a medida de sucesso da jogada está centrada num passe de risco elevadíssimo (seja do central a meter a bola num lateral quase em cima da linha e com um opositor a meio, seja num colega a ter de acertar no momento exacto da deslocação do lateral)… são tudo passes de elevada dificuldade… com o problema adicional, de estarmos perto da nossa área, em que um erro dá oportunidade ao adversário… nesta molhada, nós corremos os riscos todos e os benefícios são escassos…
A meu ver ficamos com uma percepcao errada do que sao passes de risco enviesada pelos 7 anos de conceicao.
Vejam qualquer equipa de meio da tabela em espanha. Todas tentam sair a jogar, arriscam e fazem passes em progressão com alguma dificuldade. A maioria dos jogadores sabe o que fazer à bola com pressão.
Nos temos que conseguir sair a jogar pressionados … a alternativa é chuto no marega e ganhar segundas bolas que já tavamos todos um pouco cansados.
No Porto actual, a maioria das equipas sabe que se pressionar altissimo pode tirar beneficios porque embora a ideia esteja la, ainda falhamos na execução.
O que penso poder acontecer no futuro com melhores jogadores e processo mais trabalhado:
- os adversários vao pressionar 1,2,3 vezes e vao ser comidos porque temos flexibilidade a construir (se pressionam 4 constroem 5, se pressionam 5 constroem 6).
- quando acontecer com regularidade, o default vao ser autocarros/posturas passivas e vamos voltar a dominar jogos tranquilamente pela tecnica (eg Porto de VP) e nao pela luta, duelos e bolas divididas
- no campeonato portugues este modelo pode ser maior garante de sucesso
- pode nao acomtecer nada disto e nunca conseguirmos uma boa execução