Quando empatamos ou perdemos, eu perco a vontade de ver debates de futebol, de conversar sobre futebol, de vir ao fórum. Fico doente e até as minhas filhas já sabem que durante a primeira horinha é melhor nem falar comigo. Sou uma pessoa naturalmente simpática, mas nessas alturas fico azedo, desagradável. É o que é, não consigo controlar.
Hoje, já de cabeça fria, só me ocorre agradecer do fundo do coração ao nosso enorme presidente. Passava pela cabeça de alguém a recuperação milagrosa que o homem está a conseguir fazer no nosso Porto? Eu, e de certeza que as pessoas mais racionais como eu, não esperavam ganhar coisa nenhuma no espaço de uma mão cheia de anos, tal o buraco onde o clube se meteu. A esperança residia numa fornada de ouro que conseguisse encurtar tempos, mas ainda assim com muito suor e lágrimas pela frente.
Dito isto, larguem os óculos de realidade virtual e ponham as mãos na consciência. Agradeçam mais e critiquem menos. E não tenham dúvidas de que ainda estamos bem atrás dos dois de Lisboa (financeiramente falando). Pés bem assentes na terra por favor!