Eu nem sei bem por onde começar… Só sei que isto estava cá dentro há muito tempo.
Somos campeões CARALH@@@@@@@
Dito assim parece simples, mas não é. Porque eu lembro-me…
Lembro-me de quando deixou de ser simples acreditar.
Lembro-me de olhar para o Porto e não ver o Porto.
Ver ruído.
Desgaste.
Dúvidas.
Desorientação.
Um clube perdido dentro de si próprio, e mesmo assim… mesmo sem luz ao fundo do túnel… havia qualquer coisa cá dentro que não morria.
Uma teimosia.
Uma fé quase irracional.
Aquela sensação que não se explica… de que este dia ia voltar.
E voltou!
E hoje… este título… este momento… esta eletricidade que nos atravessa o corpo… não é só por mais um troféu. É porque nós sabemos.
Sabemos o que isto custou.
Sabemos de onde vimos.
Isto não é só um título, nunca foi.
Isto foi um murro na mesa.
Um grito preso durante anos.
Uma resposta.
Não só para fora, mas, principalmente, para dentro.
Para todos. Para os que estavam à espera, para os que duvidavam, e sim… também para nós. Porque a verdade é esta: nós acreditávamos… mas não acreditávamos totalmente, pelo menos não sempre.
André Villas-Boas pegou nisto quando não era confortável pegar.
Quando não dava estatuto.
Quando não havia garantias.
Quando mais ninguém queria.
Quando quem estava com ele dizia “vamos”, mas lá no fundo pensava: “isto vai ser muito difícil… talvez impossível a curto prazo… e depois logo se vê…”
E do outro lado… havia aqueles que viviam agarrados a uma realidade que já não existia há muitos anos… nem queriam perceber, só queriam que corresse mal, para poderem dizer no fim:
“Estão a ver?”
E no meio disto tudo… os nossos rivais.
Num ano, aplaudiam-nos, porque não ganhávamos nada, porque éramos inofensivos. No outro…fizeram tudo. Tudo o que era legítimo… e tudo o que não era… só para nos deitar abaixo a qualquer custo.
E mesmo assim…
ESTAMOS AQUI, PORRA!!!
CAMPEÕES!!!
E há nomes que têm de ser ditos. Francesco Farioli chegou… e percebeu rápido onde estava.
Respeitou o clube.
Adaptou-se.
Criou uma mentalidade.
Aquela mentalidade que não se explica… mas que se vê nos duelos, na forma como se sofre, na forma como se ganha… Vamos ter oportunidade de falar mais sobre isso durante a semana, mas para já o meu Obrigado!
E os jogadores… Que GIGANTESSSSS
Quase todos eles, chegaram sem um passado de sucesso, sem glamour, sem ligação ao clube, sem mística herdada, mas escolheram sentir. Escolheram ligar-se a isto como se sempre tivessem sido daqui.
E lutaram.
Como homens.
Como equipa.
Como Porto.
E quem, como nós, entende do que o Porto é feito, sabe perfeitamente como estes detalhes são importantes nas garantias que nos dão para o futuro
E depois há ele…
O Grande Capitão: Jorge Costa.
Não esteve lá dentro fisicamente, mas esteve em todo o lado:
Na cabeça.
No subconsciente.
Na exigência que não se negocia.
Na forma como se sofre sem baixar a cabeça.
Há coisas que não se ensinam, sentem-se…
Mas não nos enganemos… isto não é sobre eles, nunca foi. Isto é sobre o FC Porto, sobre aquilo que não se explica, sobre aquilo que não se compra, sobre aquilo que não morre… mesmo quando parece que está a desaparecer.
Hoje não há debates.
Não há lados.
Não há razão nem culpa.
Hoje… há sentimento, e o que eu sinto é difícil de explicar, porque não é só alegria…
É alívio.
É orgulho.
É dor acumulada a sair de uma vez só.
É olhar para trás… e perceber que nunca deixámos de ser aquilo que somos.
Nunca.
Mesmo quando nos tentaram dividir.
Mesmo quando duvidámos.
Mesmo quando tudo parecia perdido.
Nunca deixámos de ser Porto.
Só estávamos à procura de nós outra vez e hoje encontrámo-nos. E quando um portista se encontra com o Porto, não há nada que nos pare.
Somos campeões.
E desta vez… não é só mais um.
É aquele que nos devolveu a nós próprios.
Se gostaste deste conteúdo, partilha e comenta, para eu saber a tua opinião.
BOF Abraços
Ricardo Amorim