Ultrapassámos tudo o que nos puseram no caminho - por muito campo que tenham inclinado, as garras do Dragão têm um aperto forte e continuamos a escalada!
Foi seguramente um dos títulos com mais armadilhas e percalços. Não, foi mesmo aquele que teve mais peripécias, desventuras, alçapões, tragédias, minas e armadilhas mas também aquele que teve um dos grupos mais à Porto de que me lembro de ver. Começando no presidente, passando pelo diretor financeiro e acabando no mágico milagreiro Farioli.
E não esquecer o decisivo contributo do Jorge Costa no arranque desta época.
Inesquecível. Absolutamente. Vai comigo para a cova. Só tenho que agradecer a todo este imenso grupo de profissionais do clube que lutou uma época inteira contra todos os males possíveis e imaginários e permitiu que estivesse hoje no estádio a gritar e a chorar e a saltar e a desfraldar as bandeiras como um menino, igual ao meu sobrinho de 11 anos que esteve lá comigo, a brotar de juventude portista e com um brilho nos olhos que pareciam um rio azul sem fim.
Mas a minha gratidão maior vai para um homem de uma coragem, brio, dedicação e amor ao clube infinitos: André Villas-Boas.