Uma prática fundamental do jornalismo sério ou de qualquer outra profissão onde o objetivo seja tentar chegar à verdade, é o cruzamento de fontes.
Os acontecimentos da última semana expuseram de forma inequívoca um grupo de jornalistas e de veículos de informação que não se regem pelos seus deveres éticos, morais e deontológicos e que não cumprem os mínimos necessários para desenvolver a profissão.
O grupo Medialivre, noticiou em tempo real os "incidentes" no Dragão Arena diretamente através de uma fonte que era um diretor do Sporting, o mesmo que tirou fotos aos jogadores nos corredores. O grupo Medialivre, antes de publicar o que quer que fosse, foi incapaz de procurar outras fontes e cruzar a informação. O que fizeram foi apenas dar voz à narrativa do diretor do Sporting, sem se preocuparem que podiam estar a publicar informação falsa.
O que se seguiu, foi um chorrilho de mentiras e de ataques difamatórios à honra do FC Porto e dos seus dirigentes.
Até ao dia de hoje, as mentiras continuam espalhadas por toda a comunicação social e ainda não houve um único jornalista capaz de fazer um fact-check. Não houve um único.
- Mesmo depois de desmentidas no próprio dia, ainda há dezenas de notícias espalhadas pelos principais veículos de informação a dar conta de hospitalizações.
- Mesmo depois de ter saído a ficha oficial do encontro entre o FC Porto e Sporting, em Andebol, na qual se verifica que o Sporting não jogou sob protesto, o Sporting, Frederico Varandas e todos os veículos de informação social insistem na mentira de que o Sporting jogou sob protesto.
- Até ao dia de hoje, nenhum jornalista foi capaz de perguntar se existe alguma possibilidade científica de estabelecer uma relação de causalidade entre o suposto cheiro do balneário e uma crise de hipoglicemia no jogador Christian Moga e episódios de tensão alta no treinador Ricardo Costa e na delegada do jogo Rosa Pontes.
- Até ao dia de hoje, nenhum jornalista foi capaz de perguntar porque é que os médicos impediram Ricardo Costa, com tensão alta, de estar presente no banco de suplentes e não impediram a delegada Rosa Pontes, também com tensão alta, de estar a exercer a sua função como delegada do jogo.
- Ontem durante as declarações após o final do jogo entre o Sporting e Wisla Plock, o treinador Ricardo Costa foi ele próprio incapaz de falar sobre o alegado cheiro no balneário, dizendo apenas que se sentiu mal. Nessas mesmas declarações, o próprio confirmou que esteve apenas 40 segundos no balneário e que só depois é que se sentiu mal. Nenhum jornalista foi capaz de lhe perguntar se ele se sentiu mal por causa do cheiro. Nenhum.
A mesma comunicação social foi rápida a branquear o caso de racismo a envolver Prestianni, dando voz a comentadores que tiveram comentários igualmente racistas sem qualquer tipo de consequência, é a mesma comunicação social que apenas se preocupou em disseminar a narrativa do Sporting e deu o FC Porto como culpado, mesmo antes sequer de ouvir a versão do clube e dos seus dirigentes.