Jogo importantíssimo. Não tanto pelo nosso futuro na Liga Europa, mas sobretudo pela luta pelo campeonato. Com uma vitória, ficamos muito próximos de garantir um lugar nos oito primeiros, tendo em conta que o último jogo será em casa, frente ao Rangers. Ao assegurar esse objetivo, não garantimos apenas mais tempo de descanso, mas sobretudo duas semanas limpas, com mais tempo para treinar. Ter menos dois jogos intensos e imprevisíveis permite-nos assumir um foco absoluto nos jogos do campeonato, numa fase em que os nossos rivais na Liga muito provavelmente não poderão fazer o mesmo.
Na altura do jogo em Utrecht não achei que o empate tivesse sido um mau resultado, apesar de termos jogado 25 minutos contra 10. Na altura, nem sequer esgotámos as substituições, com o Mora e o Alarcón a não saírem do banco. O Farioli optou por gerir a equipa com o jogo em Famalicão em mente e a verdade é que fizemos uma excelente exibição, com um 1-0 que foi muitíssimo curto para o que jogámos. Nessa perspetiva, não há como não lhe dar alguma razão pela forma como abordou o jogo nos Países Baixos.
Mas, se não ganharmos na República Checa e, com isso, hipotecarmos a qualificação direta para os oitavos, vai ser o jogo com o Utrecht a pesar nas contas. Duvido que, na quinta-feira, tenhamos condições mais favoráveis para sair de lá com uma vitória do que as que tivemos na Holanda.