Tenho algumas notas sobre o Mourinho.
Aplaudi-o no Dragão no jogo contra o Nacional. Não poderia ser de outra forma e voltaria a fazê-lo nas mesmas circunstâncias. É parte muito importante da nossa história e de um período que foi um dos melhores da minha vida enquanto portista. E, para ser sincero, naquele dia, enquanto o aplaudi-a pensei verdadeiramente que poderia estar a aplaudir o futuro treinador do Benfica.
Quando assinou, senti um sentimento estranho de ver alguém que me deu dois anos maravilhosos com o símbolo do rival ao peito. Mas rapidamente se dissipou. O atual Mourinho não tem nada ver com o "nosso" Mourinho.
O "nosso" Mourinho era a cara do FC Porto. Uma vontade doida de vencer, de comer o mundo, de vestir o "fato-de-macaco" e ir lá para dentro dar tudo até à última gota de suor.
O atual Mourinho é a cara do Benfica. Um ego desmedido, uma megalomania com raízes naquilo que conquistou num passado já bem distante. Um narcisismo bem vincado que o leva a pisar e espezinhar terceiros quando as coisas não lhe correm de feição.
Claramente, Mourinho já tinha conversações bem adiantadas com dirigentes do Benfica desde a época passada, a questão era forçar uma saída do Fenerbahce e esperar pela queda de Lage. O pior foram os comentários sobre o Fenerbahçe, do mais miserável que um profissional pode fazer.
5 de Outubro, Mourinho da minha parte terá aquilo que menos gosta, indiferença.